Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581
O Delirium, também chamado de confusão mental aguda, é um estado clínico caracterizado por alteração súbita da atenção e da consciência, que se instala em horas ou poucos dias. Está associado a infecções, cirurgias, desidratação ou uso de determinados medicamentos, sendo mais frequente em idosos hospitalizados e, na maioria dos casos, reversível quando a causa de base é tratada.
Como funciona na prática?
O quadro aparece de forma abrupta e varia ao longo do dia, com momentos de maior clareza intercalados com confusão intensa, especialmente à noite. Reconhecer o delirium rapidamente é essencial, porque a demora no diagnóstico piora o prognóstico do paciente internado.
Imagine um paciente idoso internado por uma infecção urinária que, à noite, fica agitado, não reconhece os familiares e fala coisas sem nexo, mas pela manhã volta a conversar normalmente. Esse vaivém entre confusão e lucidez é uma marca registrada do delirium.
- Início súbito, em horas ou dias, diferente da demência que se instala aos poucos
- Curso flutuante, com piora frequente ao entardecer e à noite
- Causa clínica identificável, como infecção, desidratação ou efeito de medicamento
Perguntas Frequentes sobre Delirium
Delirium é a mesma coisa que demência?
Não. O delirium se instala de forma súbita e tem curso flutuante, enquanto a demência progride lentamente ao longo de meses ou anos. Uma pessoa com demência também é capaz de desenvolver delirium sobreposto durante uma internação.
Delirium tem cura?
Na maioria dos casos sim, quando a causa de base é identificada e tratada a tempo. Os sintomas de confusão desaparecem à medida que o quadro clínico que o desencadeou é resolvido.
Quando procurar ajuda diante de um caso de delirium?
Assim que houver confusão súbita, desorientação ou agitação incomum em um paciente, especialmente idoso ou hospitalizado, a avaliação médica deve ser imediata, pois o delirium é considerado uma emergência clínica.