Transtornos e Diagnósticos

Distimia: O que é Depressão Crônica?

Dr. Luiz Guilherme Marques

Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581

A Distimia, hoje chamada tecnicamente de Transtorno Depressivo Persistente, é uma forma de depressão de baixa intensidade, mas que dura pelo menos dois anos seguidos. Por ser mais branda que a depressão maior, é frequentemente confundida com jeito de ser e passa anos sem diagnóstico.

Como funciona na prática?

A pessoa com distimia raramente descreve um episódio depressivo agudo. O que ela relata é uma sensação constante de peso, cansaço emocional e falta de ânimo que já dura tanto tempo que virou parte da rotina. Como acontece com a depressão, o diagnóstico é feito por avaliação psiquiátrica.

Imagine viver anos se sentindo cansado, sem ânimo e sem esperança, mas ainda conseguindo trabalhar e cumprir a rotina, sempre achando que esse é só o seu jeito de ser. É assim que a maioria das pessoas com distimia descreve o próprio dia a dia, antes do diagnóstico.

  • Humor deprimido na maior parte dos dias, por 2 anos ou mais
  • Baixa autoestima e sensação de desesperança persistente
  • Depressão dupla: um episódio de depressão maior pode se sobrepor à distimia

Perguntas Frequentes sobre Distimia

Distimia é a mesma coisa que depressão?

É um tipo de depressão, mas mais leve e mais duradoura. A depressão maior tem início mais definido; a distimia se instala aos poucos e dura anos.

Distimia tem tratamento?

Sim. Psicoterapia e, quando indicado, medicação antidepressiva tratam a distimia com boa resposta, mesmo em quadros de longa duração.

Distimia é mais grave que depressão maior?

Não necessariamente mais grave, mas mais duradoura. A intensidade dos sintomas é menor do que na depressão maior, mas o tempo de sofrimento é maior, o que também exige tratamento sério.

O que é depressão dupla?

É quando um episódio de depressão maior surge por cima de uma distimia já existente, deixando os sintomas ainda mais intensos por um período.

Precisa de avaliação ou acompanhamento psiquiátrico? Se você ou algum familiar identifica esses sintomas, um diagnóstico precoce ajuda a devolver a qualidade de vida.
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