Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581
IMAO, sigla para Inibidor da Monoamina Oxidase, é uma classe de antidepressivos considerada de uso mais restrito por exigir cuidados alimentares e atenção a interações medicamentosas específicas. Bloqueia a enzima que degrada serotonina, noradrenalina e dopamina, e é indicada principalmente em quadros de depressão atípica ou resistente a outros tratamentos.
Como funciona na prática?
A monoamina oxidase é a enzima responsável por degradar neurotransmissores ligados ao humor. Ao inibi-la, o IMAO aumenta a disponibilidade dessas substâncias no cérebro. Como interage com alimentos ricos em tiramina, como queijos curados e embutidos, seu uso exige orientação alimentar detalhada dentro do tratamento para depressão em São Paulo.
Imagine um paciente que já passou por diversas classes de antidepressivos sem resposta e apresenta um quadro de depressão atípica, com sono e apetite aumentados em vez de diminuídos. O IMAO é uma das alternativas avaliadas nesse contexto específico.
- Mecanismo: inibe a enzima monoamina oxidase, aumentando serotonina, noradrenalina e dopamina.
- Restrição alimentar: exige cuidado com alimentos ricos em tiramina durante o tratamento.
- Indicação: depressão atípica ou resistente a outras classes de antidepressivos.
Perguntas Frequentes sobre IMAO
Por que o IMAO exige cuidado com a alimentação?
Porque a combinação com alimentos ricos em tiramina, como queijos curados, embutidos e bebidas fermentadas, é capaz de gerar elevação perigosa da pressão arterial. Por isso o psiquiatra orienta uma lista de restrições no início do tratamento.
IMAO interage com outros medicamentos?
Sim, de forma significativa. A combinação com outros antidepressivos, alguns analgésicos e descongestionantes é capaz de gerar reações graves, por isso é essencial informar o psiquiatra sobre todos os medicamentos em uso.
Por que o IMAO é menos usado hoje?
Porque exige mais cuidados e restrições que classes mais recentes de antidepressivos. Ainda assim, segue sendo uma opção importante para casos que não respondem a outros tratamentos.