Transtornos e Diagnósticos

Transtorno Afetivo Bipolar Tipo II: O que é Bipolaridade com Hipomania?

Dr. Luiz Guilherme Marques

Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581

O Transtorno Afetivo Bipolar Tipo II é o tipo de bipolaridade em que os episódios de euforia, chamados de hipomania, são mais leves que a mania completa do Tipo I, mas os episódios de depressão são, em geral, mais frequentes e mais intensos. Por isso, é comum ser confundido só com depressão recorrente.

Como funciona na prática?

A hipomania passa despercebida com frequência, porque parece só um período de mais disposição e produtividade, o que atrasa o diagnóstico correto. Diferenciar o Tipo II de uma depressão comum exige avaliação psiquiátrica cuidadosa.

Imagine passar por um período de muita disposição, ideias em excesso e pouca necessidade de dormir, sem que isso pareça um problema, seguido de semanas de depressão profunda. Esse padrão intercalado é o que diferencia o Tipo II de uma depressão comum.

  • Hipomania: euforia leve, mais energia e autoconfiança, sem prejuízo grave
  • Episódios depressivos mais longos e mais incapacitantes que a hipomania
  • Diagnóstico diferencial: exige avaliação cuidadosa para não confundir com depressão unipolar

Perguntas Frequentes sobre Transtorno Bipolar Tipo II

Qual a diferença entre Bipolar Tipo I e Tipo II?

No Tipo I há mania completa. No Tipo II, apenas hipomania, mais leve. Em compensação, o Tipo II tem episódios depressivos mais frequentes.

Hipomania é a mesma coisa que estar bem?

Não. A hipomania é um estado alterado, com energia e impulsividade fora do padrão da pessoa, mesmo sem prejuízo grave. Não é só estar de bom humor.

Bipolar Tipo II é mais leve e não precisa de tratamento?

Precisa, sim. Apesar de a hipomania ser mais leve que a mania do Tipo I, os episódios depressivos do Tipo II podem ser graves e exigem acompanhamento psiquiátrico.

Transtorno Bipolar Tipo II é hereditário?

Há influência genética, como nos demais transtornos do humor. Ter um parente próximo com transtorno bipolar aumenta a chance, mas não determina o diagnóstico.

Precisa de avaliação ou acompanhamento psiquiátrico? Se você ou algum familiar identifica esses sintomas, um diagnóstico precoce ajuda a devolver a qualidade de vida.
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