Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581
O Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva, também descrito como personalidade perfeccionista, é um padrão persistente de preocupação excessiva com ordem, perfeccionismo e controle, que compromete a flexibilidade e a eficiência da pessoa no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos pessoais.
Como funciona na prática?
É importante diferenciar o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva do Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o TOC: são diagnósticos diferentes. No TOC há obsessões e compulsões específicas que a pessoa reconhece como excessivas. No Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva, o perfeccionismo e a rigidez fazem parte de como a pessoa enxerga o mundo, sem obsessões e compulsões no sentido clínico do termo.
Imagine alguém que revisa um relatório de trabalho tantas vezes em busca de perfeição que perde o prazo de entrega, ou que se recusa a delegar tarefas por acreditar que ninguém faz do jeito certo além dela mesma.
- Perfeccionismo excessivo que atrapalha a conclusão de tarefas
- Rigidez em regras, ordem e métodos, com dificuldade de flexibilizar
- Dificuldade de delegar tarefas a outras pessoas
Perguntas Frequentes sobre Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva
Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva é o mesmo que TOC?
Não. São diagnósticos diferentes. O TOC envolve obsessões e compulsões específicas que a pessoa reconhece como problemáticas. O Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva é um padrão amplo de perfeccionismo e rigidez que molda a personalidade, sem as obsessões e compulsões típicas do TOC.
Ser organizado é sinal de Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva?
Não. Organização e atenção a detalhes, isoladas, são características saudáveis. O transtorno só é diagnosticado quando o perfeccionismo e a rigidez prejudicam de forma significativa o funcionamento e os relacionamentos da pessoa.
Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva tem tratamento?
Sim. Psicoterapia é a principal abordagem, ajudando a pessoa a flexibilizar padrões rígidos de pensamento e comportamento, com acompanhamento psiquiátrico quando há sintomas associados, como ansiedade.