Revisão clínica: Dr. Luiz Guilherme Marques, Psiquiatra CRM-SP 113.705 · RQE 57581
O Transtorno de Restrição/Evitação Alimentar, conhecido pela sigla ARFID e descrito como seletividade alimentar extrema, é caracterizado por restrição alimentar significativa que não está ligada à preocupação com peso ou imagem corporal, mas sim a sensibilidade sensorial intensa, medo de engasgar ou falta de interesse genuíno por comida, causando deficiências nutricionais ou prejuízo importante no funcionamento diário.
Como funciona na prática?
O ARFID é diferente da seletividade alimentar comum da infância, porque persiste na vida adulta, restringe de forma severa o cardápio aceito e traz consequências reais para a saúde. A avaliação psiquiátrica, dentro do tratamento para transtornos alimentares em São Paulo, ajuda a diferenciar o ARFID de outros transtornos alimentares e de condições médicas associadas.
Imagine um adulto que come, há anos, o mesmo punhado de alimentos considerados seguros, evita qualquer textura nova por nojo ou medo, e chega a perder peso ou precisar de suplemento alimentar por causa dessa restrição extrema.
- Restrição alimentar severa não relacionada a peso ou imagem corporal
- Evitação por sensibilidade sensorial, medo de engasgar ou falta de interesse por comida
- Deficiências nutricionais ou prejuízo relevante na vida diária
Perguntas Frequentes sobre ARFID
ARFID é a mesma coisa que seletividade alimentar da infância?
Não exatamente. Muitas crianças passam por fases de seletividade alimentar que se resolvem sozinhas. O ARFID persiste, se intensifica e causa prejuízo nutricional real, muitas vezes até a vida adulta.
ARFID tem cura?
Com avaliação psiquiátrica e acompanhamento nutricional, é possível ampliar de forma gradual o repertório alimentar e reduzir o prejuízo nutricional e social do transtorno.