Sinais de Transtorno Bipolar Que Não Devem Ser Ignorados
A alternância entre períodos de energia excessiva e episódios de depressão profunda é o sinal central do transtorno bipolar. Veja os sinais de alerta.
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O transtorno bipolar afeta cerca de 1,5% da população mundial, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde.
Isso representa milhões de pessoas vivendo com oscilações de humor que vão muito além dos altos e baixos comuns do dia a dia.
Transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica marcada por oscilações intensas de humor.
Alterna episódios de depressão com episódios de euforia, irritabilidade ou aumento de energia acima do habitual, chamados de mania ou hipomania.
Não são variações de humor comuns.
São episódios bem definidos, que duram dias ou semanas e mudam de forma significativa o comportamento, o sono e o julgamento da pessoa.
O episódio de mania é o que mais diferencia o transtorno bipolar de uma depressão isolada.
Inclui, em geral, a maior parte destes sinais, por pelo menos uma semana:
Quando os sintomas são mais leves e não chegam a prejudicar seriamente o funcionamento, o episódio é chamado de hipomania.
Muita gente relata esses períodos como “a melhor fase” da vida.
Isso torna o diagnóstico mais difícil: a pessoa não busca ajuda durante a euforia, só depois, na fase de depressão.
Nos casos mais graves, o episódio de mania inclui sintomas psicóticos, como delírios de grandeza ou alucinações.
Nessa situação, a internação em ambiente hospitalar protegido é indicada até a estabilização do quadro.
O episódio depressivo do transtorno bipolar tem os mesmos sintomas centrais de uma depressão isolada.
Tristeza persistente, perda de energia e de interesse, alterações no sono e no apetite, e dificuldade de concentração.
A diferença está no histórico.
Em algum momento da vida, a pessoa também teve um episódio de mania ou hipomania.
Uma avaliação psiquiátrica bem feita sempre investiga o passado, não só o episódio atual.
É comum um paciente procurar tratamento durante uma fase depressiva sem nunca ter relacionado os períodos de euforia anteriores a um transtorno psiquiátrico.
| Tipo | Características |
|---|---|
| Bipolar tipo 1 | Pelo menos um episódio de mania completa, com ou sem episódios depressivos. Os episódios de euforia mais intensos, muitas vezes exigindo cuidado clínico próximo durante a crise. |
| Bipolar tipo 2 | Episódios de hipomania, mais leves, intercalados com episódios depressivos, geralmente mais frequentes e mais duradouros do que no tipo 1. |
| Ciclotimia | Oscilações de humor mais brandas, para cima e para baixo, que persistem por pelo menos dois anos sem preencher todos os critérios de um episódio completo. |
Não.
Todo mundo tem dias melhores e piores.
Isso é oscilação de humor normal, ligada a eventos do dia a dia.
O transtorno bipolar é diferente em três aspectos centrais.
A intensidade dos episódios.
A duração: dias ou semanas, não horas.
O prejuízo real que causam no trabalho, nos relacionamentos e na segurança da própria pessoa durante a fase de euforia.
O diagnóstico é clínico, feito por um psiquiatra através de uma entrevista detalhada sobre o histórico de humor ao longo de toda a vida.
Não apenas os sintomas atuais.
Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme o transtorno bipolar sozinho.
O relato de familiares próximos ajuda bastante nessa etapa.
Eles percebem os episódios de euforia com mais clareza do que o próprio paciente, com frequência.
O paciente, em geral, lembra melhor das fases depressivas.
Escalas e questionários estruturados ajudam a organizar essa investigação, mas nenhum deles substitui a entrevista clínica conduzida por um psiquiatra.
Anotar, ao longo de semanas, o padrão diário de humor, sono e energia também auxilia bastante na etapa diagnóstica, principalmente em quadros de difícil definição entre bipolar tipo 2 e depressão recorrente.
Alguns antidepressivos usados de forma isolada, sem estabilizador de humor associado, precipitam um episódio de mania em pacientes com predisposição bipolar não diagnosticada.
Por isso a investigação cuidadosa do histórico de humor é essencial antes de iniciar qualquer tratamento para um quadro depressivo.
Sim, principalmente durante episódios de hipomania.
O aumento de energia e a dificuldade de concentração lembram sintomas de ansiedade ou de TDAH.
Essa é uma das razões pelas quais o diagnóstico de transtorno bipolar exige uma avaliação psiquiátrica detalhada.
Não deve ser feito com base em um questionário isolado.
O tratamento é de longo prazo.
Tem como base os estabilizadores de humor, medicações voltadas a reduzir a intensidade e a frequência dos episódios, tanto de mania quanto de depressão.
O acompanhamento é contínuo.
Os retornos regulares monitoram sinais de um novo episódio e ajustam a medicação a tempo, antes que a crise se instale por completo.
Psicoterapia em conjunto ajuda bastante, em muitos casos.
Principalmente para reconhecer os primeiros sinais de um episódio começando.
E para manter a adesão ao tratamento medicamentoso, que precisa ser constante mesmo nos períodos de estabilidade.
Sim.
Com diagnóstico correto e acompanhamento contínuo, a maioria dos pacientes com transtorno bipolar mantém trabalho, relacionamentos e rotina estáveis por longos períodos.
O maior risco para a estabilidade não é o transtorno em si.
É a interrupção do tratamento assim que os sintomas melhoram. Essa interrupção precede a maioria das recaídas.
Sim, e o papel deles é importante.
Um familiar próximo percebe sinais de início de um novo episódio antes do próprio paciente, com frequência.
Mudança no padrão de sono, aumento repentino de energia ou irritabilidade fora do comum são exemplos desses sinais.
Muitos psiquiatras orientam o paciente e a família juntos sobre quais sinais observar.
Essa orientação permite buscar ajuda mais cedo, antes que o episódio se instale por completo.
A prevalência geral é parecida entre os gêneros, mas alguns padrões variam.
Mulheres apresentam, com mais frequência, o tipo 2, com episódios de hipomania mais leves e depressão mais prolongada.
Homens têm, em muitos casos, diagnóstico do tipo 1 mais cedo, muitas vezes após um primeiro episódio de mania mais evidente.
Essas diferenças não mudam o princípio geral do tratamento, mas ajudam o médico a calibrar a investigação diagnóstica.
Sim, com planejamento e acompanhamento adequado.
A gestação exige ajustes cuidadosos na medicação, sempre discutidos com antecedência entre a paciente e o psiquiatra responsável.
O puerpério é um período de maior risco de novos episódios, o que reforça a importância do acompanhamento psiquiátrico próximo nessa fase.
As consultas de retorno são mais frequentes logo após o diagnóstico, enquanto a medicação ainda está sendo ajustada.
Nessa fase inicial, o psiquiatra avalia resposta e efeitos colaterais a cada poucas semanas.
Com o humor estabilizado, o intervalo entre consultas aumenta, mas o acompanhamento não é interrompido.
Exames de sangue periódicos entram no acompanhamento quando a medicação escolhida exige monitoramento de níveis séricos ou de função de órgãos como rim e tireoide.
Manter rotina de sono regular, evitar consumo de álcool e reconhecer os primeiros sinais de mudança de humor fazem parte do plano de cuidado tanto quanto a própria medicação.
Alternância entre períodos de humor muito elevado, com sono reduzido e autoestima inflada, e períodos de depressão intensa é o sinal central. Impulsividade financeira e comportamento de risco durante as fases de euforia também merecem atenção.
Não existe cura definitiva, mas o transtorno bipolar tem tratamento eficaz. Com acompanhamento contínuo e uso regular da medicação, a maioria dos pacientes consegue estabilizar o humor e manter uma rotina normal por longos períodos. O objetivo do tratamento é o controle sustentado dos episódios, não a suspensão precoce da medicação assim que o humor melhora.
Na maioria dos casos, sim, de forma contínua, já que os estabilizadores de humor previnem novos episódios mesmo durante os períodos de estabilidade. A interrupção precoce da medicação é uma das principais causas de recaída.
Não. A oscilação de humor comum acontece em horas e tem motivo identificável. O transtorno bipolar envolve episódios de dias ou semanas, com prejuízo real ao funcionamento, muitas vezes sem um gatilho externo claro.
O psiquiatra é o médico habilitado a diagnosticar e prescrever a medicação estabilizadora de humor, essencial no tratamento. O psicólogo complementa com psicoterapia, apoiando a adesão ao tratamento e o reconhecimento precoce dos episódios.
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A alternância entre períodos de energia excessiva e episódios de depressão profunda é o sinal central do transtorno bipolar. Veja os sinais de alerta.
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