Avaliação Psiquiátrica: Vale a Pena Segunda Opinião?
Buscar uma segunda opinião psiquiátrica é um direito do paciente, especialmente quando o tratamento atual não traz melhora esperada. Veja como funciona.
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Uma crise de pânico atinge o pico de intensidade em cerca de 10 minutos.
Os sintomas físicos são tão fortes que grande parte das pessoas procura primeiro um pronto-socorro, achando que está tendo um ataque cardíaco.
Entender como reconhecer uma crise ajuda a buscar o tratamento certo mais rápido.
A síndrome do pânico, tecnicamente chamada de transtorno do pânico, é marcada por crises repentinas e intensas de medo.
Aparecem mesmo sem um perigo real presente.
Depois da primeira crise, surge o medo de ter uma nova crise, na maioria dos casos, o que muda o comportamento da pessoa mesmo fora dos episódios.
Uma crise de pânico típica envolve pelo menos quatro destes sintomas, com início súbito:
O pico chega rápido, em menos de dez minutos, na maioria dos casos.
A crise dura entre 20 e 30 minutos no total.
O desconforto residual persiste por mais tempo, em muitos relatos.
A sensação de irrealidade merece atenção especial, porque assusta tanto quanto os sintomas cardíacos, na maioria dos relatos.
Ela aparece de duas formas: desrealização, quando o ambiente ao redor parece distante ou artificial, e despersonalização, quando a própria pessoa se sente separada do próprio corpo, como se estivesse observando a cena de fora.
Nenhuma das duas indica perda de contato com a realidade no sentido psiquiátrico grave.
São sintomas neurológicos transitórios, provocados pela descarga intensa de adrenalina durante a crise.
| Sinal | Ataque cardíaco | Crise de pânico |
|---|---|---|
| Início | Pode ser gradual, com esforço físico como gatilho | Súbito, muitas vezes em repouso |
| Dor no peito | Aperto, irradia para braço e mandíbula | Aperto ou pontada, sem irradiação típica |
| Duração | Persiste ou piora sem alívio | Pico em minutos, diminui em até 30 minutos |
| Confirmação | Exames cardíacos alterados | Exames cardíacos normais |
Os sintomas físicos são muito parecidos, o que explica por que tanta gente procura primeiro um pronto-socorro.
Depois de exames cardíacos normais, muitos pacientes ficam sem saber para onde ir, sem associar o episódio a um quadro psiquiátrico.
Se você já passou por uma investigação cardíaca completa, com exames normais, e continua tendo episódios parecidos, a avaliação psiquiátrica é o próximo passo lógico.
Depois de uma ou mais crises, é comum desenvolver o medo antecipatório.
A preocupação constante com quando e onde a próxima crise vai acontecer, mesmo fora dos episódios.
Esse medo leva à evitação, na maioria dos casos.
A pessoa passa a evitar dirigir, usar transporte público ou ficar em lugares cheios, por receio de ter uma crise nesses contextos.
Essa evitação é um sinal de alerta importante.
Quando o medo de ter uma crise já está limitando a rotina, o quadro passou de episódio isolado para transtorno que merece tratamento específico.
Assim como em outros transtornos de ansiedade, esses fatores raramente atuam isolados.
A combinação entre predisposição biológica e um período de sobrecarga emocional prolongada é o padrão mais comum antes da primeira crise.
São quadros diferentes, mas que coexistem, em muitos pacientes.
A ansiedade generalizada é uma preocupação constante de fundo.
O transtorno do pânico tem episódios agudos e bem definidos, com início súbito.
Muitas pessoas com transtorno do pânico desenvolvem sintomas de ansiedade generalizada ao longo do tempo, por causa do medo antecipatório constante.
O tratamento combina avaliação clínica, para confirmar o diagnóstico e descartar causas físicas, e medicação quando necessária.
A medicação reduz a frequência e a intensidade das crises, quando indicada.
Psicoterapia em conjunto ajuda bastante a lidar com a evitação e o medo antecipatório que se instalam depois das primeiras crises.
O tratamento também trabalha a retomada gradual das atividades evitadas, como dirigir ou usar transporte público, num ritmo seguro para o paciente.
Sim.
As chamadas crises noturnas de pânico acordam a pessoa em pânico total, sem nenhum sonho ou pesadelo identificável antes disso.
Esse tipo de crise é especialmente angustiante, porque acontece sem nenhum gatilho consciente aparente.
Reforça ainda mais o medo de perder o controle do próprio corpo.
A avaliação psiquiátrica investiga também esse padrão, já que ele indica a gravidade do quadro.
É diagnosticado com mais frequência em mulheres, numa proporção de aproximadamente duas mulheres para cada homem.
As razões dessa diferença não são totalmente esclarecidas.
Envolvem fatores hormonais, sociais e a forma como cada gênero busca ajuda médica diante de sintomas físicos intensos.
Homens com transtorno do pânico demoram mais para procurar avaliação psiquiátrica, em muitos relatos clínicos.
Atribuem os sintomas a cansaço ou estresse passageiro por mais tempo antes de buscar ajuda.
Algumas estratégias reduzem a intensidade percebida de uma crise já em andamento, embora não substituam o tratamento médico.
Respiração lenta e controlada ajuda a reduzir a hiperventilação, um dos fatores que intensifica os sintomas físicos durante a crise.
Reconhecer que a crise, por mais intensa que pareça, tem um pico e um fim, também reduz o pânico do próprio pânico, um ciclo comum nesse transtorno.
Essas estratégias são um apoio no momento agudo.
O tratamento com psiquiatra é o que reduz a frequência das crises a médio prazo, de forma consistente.
Sim, embora o foco deste consultório seja a psiquiatria adulta.
Vale saber que crises de pânico não tratadas na adolescência frequentemente persistem ou retornam na vida adulta, reforçando a importância de buscar avaliação assim que os sintomas aparecem, em qualquer idade.
Sim, esse fenômeno é conhecido como ataque de pânico noturno.
A pessoa acorda subitamente com os sintomas característicos da crise, sem nenhum sonho ou pesadelo associado que explique o episódio.
Esse padrão, quando recorrente, também é investigado dentro da avaliação psiquiátrica do transtorno do pânico.
Sim, é uma queixa comum entre pacientes com o transtorno.
Náuseas, desconforto abdominal e alterações intestinais fazem parte da resposta física de alarme que caracteriza a crise, e muitas vezes levam o paciente a investigar primeiro causas gastrointestinais antes de chegar à avaliação psiquiátrica correta.
Sim, em muitos pacientes.
Estimulantes aumentam a frequência cardíaca e a sensação de agitação interna, sensações muito próximas das que disparam uma crise em pessoas predispostas.
Reduzir o consumo, principalmente em períodos de maior sensibilidade, é uma orientação prática frequente no tratamento.
A primeira consulta reconstrói, em detalhe, a primeira crise e as que vieram depois: onde aconteceram, o que a pessoa estava fazendo, quanto tempo duraram e quais sintomas apareceram.
O psiquiatra pergunta também sobre o padrão de evitação que se formou depois das crises, já que esse dado indica a gravidade real do quadro, muitas vezes mais do que a frequência das crises em si.
Exames físicos recentes, principalmente cardiológicos, entram na avaliação quando ainda não foram feitos, para descartar causas orgânicas antes de fechar o diagnóstico.
Ao final da consulta, o paciente sai com uma hipótese diagnóstica clara e um plano inicial, que combina, conforme a gravidade, medicação para reduzir a frequência das crises, encaminhamento para psicoterapia e orientações práticas para o manejo do medo antecipatório.
O pico de intensidade chega em até dez minutos, com a crise diminuindo gradualmente em até 30 minutos, embora o desconforto residual persista por mais tempo.
É uma experiência assustadora, mas não é perigosa em si. Os sintomas físicos intensos não indicam risco real à vida, mesmo parecendo, na hora, uma emergência médica grave.
É um padrão chamado evitação, quando a pessoa passa a evitar lugares ou situações associadas às crises anteriores, por medo de que aconteça de novo. Esse padrão também é tratado no acompanhamento psiquiátrico.
O transtorno do pânico tem tratamento eficaz. A maioria dos pacientes consegue reduzir bastante ou eliminar as crises, com acompanhamento adequado. A retomada das atividades evitadas acontece de forma gradual, na maioria dos casos, junto com a redução da frequência das crises.
Se ainda não foi feito, vale investigar causas físicas primeiro, especialmente em quem nunca teve avaliação cardíaca. Com exames normais em mãos, a avaliação psiquiátrica segue com mais segurança.
O consultório do psiquiatra para transtorno do pânico em São Paulo, do Dr. Luiz Guilherme Marques, faz avaliação e tratamento, presencial ou online para todo o Brasil.
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